Autoestima como Hábito: o que aprendi com essa leitura
Sempre que estou rolando as redes sociais fico de olho nos livros que a galera está lendo e quando algum título chama a minha atenção, vou pesquisar mais sobre o livro e foi assim que descobri o “Autoestima como hábito”. Pesquisando sobre o livro encontrei disponível no Kindle Unlimited e como estava em busca da próxima leitura, comecei ele.
Autoestima como Hábito: o que aprendi com essa leitura
Você já parou para pensar no quanto suas decisões diárias dizem sobre o valor que você se dá?
“São as nossas decisões, e não as nossas condições, que determinam a nossa vida.”
Essa frase do livro Autoestima como Hábito me parou no meio da leitura. Porque ela joga a responsabilidade exatamente onde ela precisa estar: em nós.
Crescemos achando que autoestima é uma característica de personalidade, ou você tem, ou não tem. Mas e se ela for, na verdade, um músculo? Algo que se treina, se cultiva, se escolhe fortalecer dia após dia?
Foi isso que aprendi com essa leitura. E é isso que quero dividir com você aqui.
O que é autoestima, afinal?
A palavra é comum, mas o conceito costuma ser mal compreendido. O livro traz uma definição direta:
“Autoestima é o quanto você se gosta, é o valor que você se dá, é o quanto você se ama.”
Simples assim, e ao mesmo tempo, tão difícil de praticar.
A autora vai mais além e conecta autoestima à saúde emocional de forma bastante clara: quem não desenvolve amor-próprio está, em algum grau, emocionalmente fragilizado. Não como julgamento, mas como diagnóstico. Um ponto de partida para a mudança.
E no meio disso tudo um conceito que me chamou muito a atenção foi o de autoimagem, a forma como você se enxerga. Eu já conhecia este conceito por causa da pós em Psicomotricidade que fiz quando terminei a faculdade, mas por algum motivo não trazia para o meu dia a dia, deixava mais na questão da educação infantil.
Segundo o livro, ela impacta diretamente o valor que você se atribui. E quanto mais real e autêntica for essa imagem, maiores as chances de você alcançar seus objetivos e, ao alcançá-los, sentir gratidão e realização de verdade.
Em outras palavras: não adianta traçar metas grandes se a imagem que você tem de si mesmo é pequena.
Uma observação aqui, eu já trabalhava essa questão com as crianças, mas, sei lá porquê, não trazia para a vida adulta.
Meus 4 grandes aprendizados com o livro Autoestima como hábito
O primeiro, e talvez o mais desconfortável, foi perceber que eu ainda não tinha me colocado de verdade em primeiro lugar. Não por egoísmo, mas por um hábito silencioso de me deixar para depois. O livro me fez enxergar que se colocar no topo da própria lista não é arrogância, mas uma questão de necessidade. É o ponto de partida para tudo o mais.
O segundo aprendizado veio com leveza: pequenos hábitos diários têm um poder imenso. Não se trata de uma grande virada, mas de escolhas simples e consistentes que, com o tempo, mudam a forma como você se relaciona consigo mesmo. E esse reflexo aparece em tudo, no trabalho, nos relacionamentos, na forma como você ocupa o espaço ao seu redor.
O terceiro me pegou de surpresa. Eu não tinha parado para pensar que a forma como me comunico com as pessoas pode impactar diretamente a autoestima delas. As palavras que escolhemos, o tom que usamos, o que decidimos dizer ou calar, tudo isso tem peso. E cabe a nós escolher usá-las para construir, não para diminuir.
O quarto aprendizado chegou com responsabilidade: como líder no meu trabalho, o meu papel vai além das entregas e dos resultados. A forma como eu estimulo minha equipe, como reconheço, como me comunico, tudo isso afeta o quanto cada pessoa se sente capaz e valorizada. Uma equipe com autoestima forte produz melhor. E isso começa em mim.
A citação que mais me marcou
De todas as ideias que o livro traz, uma ficou ecoando na minha cabeça muito depois que eu fechei as páginas:
“Um pensamento gera sentimento, que gera um comportamento, que conduz a um resultado.”
Parece óbvio quando você lê assim. Mas parar na prática? É transformador.
Porque significa que tudo começa dentro de você, antes de qualquer ação, antes de qualquer resultado. O pensamento que você tem sobre si mesmo não é neutro. Ele move algo. Esse algo vira uma escolha. Essa escolha vira um hábito. E esse hábito, com o tempo, vira a sua vida.
Foi aí que entendi por que autoestima não é um sentimento passageiro. É uma cadeia. E você pode intervir nela, especialmente no começo, no pensamento. Quando você muda a forma como se vê, você muda o que sente. Quando muda o que sente, muda o que faz. E quando muda o que faz, os resultados inevitavelmente mudam também.
Um hábito que começa hoje
Autoestima não é um destino. Não é algo que você conquista uma vez e guarda na prateleira. É uma prática diária, imperfeita e profundamente pessoal.
Essa foi a maior virada que o livro me proporcionou. Não uma lista de técnicas, mas uma nova forma de me olhar. De perceber que cada pequena decisão, como eu falo comigo mesma, como me coloco diante do mundo, como trato as pessoas ao meu redor, está construindo ou derrubando a minha autoestima, tijolo por tijolo.
E agora eu te pergunto: se você fosse listar hoje as coisas que mais ama na vida, seu nome estaria nessa lista?
Se você hesitou nesta resposta, talvez esse seja o melhor momento para começar.
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